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Leonardo Valesi"Sem a música a vida seria um erro" Nietzsche Olá, seja muito bem-vindo(a) ao meu espaço pessoal, virtual, interacional e vocacional.
Aqui é possível se confrontar com sentimentos inominados.
Não que eu seja pretensioso, mas a escrita tem uma facção de atravessamento, aí eu me apodero para ocupar este lugar.
Antes mesmo de me pré.ocupar em nomeá-lo.
Se quiser estar ao lado, saiba que aqui é o lugar, onde podemos tê-lo nosso.
Afetos, sempre por olhar e serem revistos, re.visitar ao ser... Algo que esbarra numa re.união entre o "meu" e o "seu" tocados ao adentrar.
Enfim, isso é o que proponho!
Sigamos?
Leonardo Valesi Valente (Minas Gerais, Brasil)
Acesse o blog nesse link: http://leovalesi.spaces.live.com/blog/
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6/27/2008 Um desejo (não) faz contorno ao aparecimento que é viver.
Ultimato
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 27 de junho de 2008.
Sou aquele que mais gosta de bolo de cenoura com cobertura de chocolate e de risole de carne do
mundo inteiro! quem mais espera que toda a distância do mundo seja esquecida no instante de um olho aberto, todo virado ao olhar seu
amanhecer de sonhos... prometi que aprenderia a jogar xadrez em menos de duas horas. Para ver se em troca eu conseguiria um bolo de cenoura com cobertura de chocolate só para mim. E não sei se isso basta. Talvez eu me motive a aprender em menos de uma hora tudo aquilo que eu precise para jogar. Quem sabe? É possível trocar tudo por um bolo de cenoura com cobertura de chocolate tão
desejado assim? ainda me lembro que tanto gosto de risole de carne. O que fazer se nada completa a falta do que gosto? Talvez eu aprenderia a jogar xadrez. Ainda seria aquele que mais gosta de tudo isso no mundo inteiro... Pelo menos no meu único mundo. Acho que sim. Não sei se me entendo ao certo. Diante do que quero e não sei como querer. Só me resta encurtar todas as distâncias que aumentam minha fome e daí fazer o olhar, perdido à procura, ter encontro com sonho. Pode ser que o bolo de cenoura com cobertura de chocolate, a partida do xadrez e até o risole de carne venham
me encontrar. 5/25/2008 Somos eternos cultivadores do amorPoesia de Tempo Presente Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 25 de maio de 2008
Quando chegou o rumo se fez ao retiro da dúvida No caminho era acolher sentido e afinco de moradia Que soube plantar na colheita de sorriso Deu um fim ao esquecimento sem beira Enquanto vinha, carregou um aroma de novo dia Para abrir os arredores do medo é que se deixou morar Eu quis primavera antes do tempo E esteve ao lado por cultivar grão de sentimento doado Ensaiou comigo uma reta feita pra durar Por isso houve cor depois de castigo Sozinho desfiz uma espera de fio vazio Por acontecer o escrito de manhãs que nos encontramos Que o sertão recolhe em nós um pertencimento Se no chão é ponto nascente de aconchego Lá as raízes brotam o que temos de ser um do outro O que nos reúne é para além de fronteiras Quando remendo de nós É esse desejo escolhido Suspenso fica o que precisa de reparo na gente! Só sei que amor é tudo o que tenho por viver Em todo lugar é como estar ao lado Uma lida sonha por cada palavra docemente entregue Vejo nossa vida abençoando o destino inteiro... E seu afeto fez esteio de caminhada Entendi que é no céu que encontro um tom perfeito de permanência Eixo é respingo da lágrima, que chegou na véspera. Verde só pode ser a sua vez que já trouxe calmaria bendita Isso que vê acrescenta luz! São marcas outras testemunhas que guardo no asilo onde o espero Olho por dentro e mais aceito seu sorriso Vou além do que o tempo não sabe esconder de nós... E caminho ao seu encontro mais cedo que pude Ensina-me no fim que um momento assim reabre a vida que juntamos aprendizes de entrega farta E são as mesmas mãos que curam, essas que nos plantam todo dia? Maneira insistente, de consertar o que não tem jeito, vai recordar o que fazer aqui É um jeito que nos segura confiança por cima do peito Nessa cidade que nos incendeia de fé pelos caminhos tão a sós Pois quando retorna, são as luzes do sertão nossa melodia de plantio E poesia renasce para o eterno presente que é todo por viver em nós mesmos - entregues ao ser jardineiros de amar.
1/18/2008 Dar vazão ao plantio em seguir tal pássaro de vida livre...
Extravasamento
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 18 de janeiro de 2008
Para inspirar e transparecer é preciso fazer um chão.
Para arriar o medo é emergencial pular mais alto que o sonho.
É que saber amar é para quem voa,
É que para ter sentido é virar quem carrega sozinho: sol, lua e céu do sertão.
Vem um pássaro largo me diz que desatino é flor sem caminho.
Entendo que um beijo pede à flor para ter abrigo;
Vejo esse beija-flor rumar por onde a razão deixa de ser tão rasteira!
Ele quer fazer da flor o seu monumento de vida
Enquanto recrio asa e desenho ligeiro uma pétala de vôo
Para ir além do chão que me desafio,
Não me quero preso quando o sonho voltar
Logo depois de eu vencer tudo que ainda agonizo.
Sei, com o aprumo de pássaro,
Da liberdade de ser e do sonho de ficar muito além de mim.
Assim, sigo se devo e ergo um peito cheio de contentamento:
Ressoando sem rumo quando floresço um caminho
E me inspira à transcendência de toda espera que vivo!
11/8/2007 O desejo é o desejo do outro?
Querela Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 08 de novembro de 2007
Em meio ao ser, riscar-se de vir-a-ser, desacomodar-se tanto a ponto de ser um outro de si, inaugurar-se enfim.
E jamais esquecer-se que outro é quem vem ao tirar-nos chão e todo alívio; ele não traz consigo nenhum entendimento.
Desejar o outro é perdição, quando sabemos que aquele a quem queremos vem e nos toma tudo de novo: -
e faz sem razão.
10/31/2007 Uma flor perene no jardim vividoAna,
Os caminhos são todos da falta Tudo que existe nos interpola Parte do que não temos E desejos que não nos cabemos de ser Somos seres em meio ao não-ser Partimos rasgados nas ilhas Onde nossos sonhos não alcançam cabimento Então quando olhamos para trás Não há portas a serem abertas outra vez Nem mesmo sentido em retornar até lá Olho adiante, sozinho desesperadamente que estou Não sinto um eixo que me sustente um saber Não acalmo meus gritos que caem em cada passada Penso, aliviado, apenas sobre o seu amor Sua leveza de doar e calar à paz Assim, meu amor por você é infinito! E meu agradecimento deveria ocupar uma palavra de décima potência Para lhe dizer do quanto preciso tê-la aqui comigo... Sempre, sempre, seu e minha. Leo.
10/1/2007 As flores são aprendizes do tempo e me ensinam o caminho dos sonhos!Vida em Flor se Abrindo Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 29 de setembro de 2007
O tempo de abrir-se em flor Alivia de imediato O medo que tive Quando outras flores caíram Levadas pelo vento frio Agora é tempo novo que vem Quase tarde, meio de longe Calando-me com cheiro de pétala Abertura traz para um mundo refeito Deu-me um susto de alegria! Chegou à beira do sonho Que guardei no olhar meu vagando Diante à janela À procura das flores Forte veio, semeando sinfonia No passeio que me encantou Aos jardins em convite de estadia Vai ensinar-me seu valor das cores Primavera de vida é sina Abrindo o meu dia repleto de esperança Com sonho que tive na véspera Levando-me à frente, Acolhida mais farta Atravessando setembro Sem castigo de fechadura das flores Compondo uma canção no silêncio O tempo é artesão Outrora atrevido enchendo-me de aperto Quando foi seco e vazio O tempo na primavera é enfim esbelto Quase revolta no baile de copas florindo Toma fôlego urgente nas sementes voando Enche tudo na paisagem de redescoberta Assim, o tempo me desvira numa dança desarmada Ali, sou uma flor azul tão simples Que na estação aprende crescer apenas Mesmo sozinho, eu-flor que vingou Em busca de outra No chão faço pintura da cor do céu Meu canteiro tem essa cor mais altiva Primavera nos acoberta A textura do sonho vem de dentro repor todo broto Vencendo a terra e chegando à mão Dos jardineiros-amores, Esses benfeitores de plantio e colheita, Cultivam os dias de baile Que a primavera inaugura com maestria... Enchendo tudo de flor em nós sorrindo É a primavera pura assunção. Enquanto os sonhos: - Ah, companheiros de amar nos jardins! Saberão abrir, tais preciosos artífices, As nossas vidas nascentes de novo
9/30/2007 Outubro de 2007 está chegando!!!Olá! Sou Leonardo Valente, mineiro do leste de Minas, mas atualmente morador do sertão... Há muito não parava diante desse meu trono, sim o computador me autoriza conquistar o mundo todo! Continuando: há muito eu não parava e vinha aqui dizer de mim através dessas palavras que todo dia mais desaprendo a arrematar. É que tenho me enveredado cotidianamente, irrestritamente, absurdamente pelo mundo poético ao qual além de me caber em meus mais de 1,80m e 125kg, cabe também o meu silêncio diante à perplexidade da vida. Eu não lamentaria de ter nascido mudo. Mas não conseguiria viver sendo cego. E confesso a vocês publicamente que eu só enxergo de um dos meus olhos. Por isso nos meus poemas, sempre me refiro como 'o olho', pois sou único no mundo e só vejo a vida por um óculo. Uso óculos sim, mas é para ajudar o outro olho que tenho cego a não ruir de tanta dor. Sim, é um outro limite meu: vivo todos os dias infernalmente com crises de enxaqueca, quase tenho ímpetos de quebrar a cabeça tal se faz com uma castanha e arremessar a dor pela janela. Meus olhos, nisso o meu olho cego também participa são da cor de sangue, vivem mostrando as feridas que tenho por dentro. Mas de tanto silêncio quase me acostumo em tê-los vermelhos sangrando e sinto pedaços de pedras nos meus olhos. E piso fundo onde me vou ver... Escolhi uma profissão que a todo momento me relembra da minha causalidade. Lido com processos de vir-a-ser e de repente estou eu diante dos meus pacientes aprendendo com eles próprios como viver! Nisso, atravessam-me igualmente: a Terapia do Cotidiano, o Sertão, a Ausência, a Cegueira e a Enxaqueca. Esses atravessamentos, por incrível que possa parecer, e sem nenhum tipo de crendice ou superstição, têm sempre ocorridos em minha vida durante o mês de setembro. Não citarei os eventos traumáticos que me deparei nos setembros atrozes, porque faço questão de me manter íntegro e honrado com o que a vida me oferece. Garanto apenas que cada setembro eu venci! Sim, sou Valente no nome e na ação. Minha construção é de super.arte. Faço da minha vida um poema incessante de reposição de ausências com requintes de inauguração e livramento. Olhei ainda pouco o setembro de 2005, o setembro de 2006 e agora esse setembro de 2007! Como mudei, meu Deus me ouça em testemunho!!! E nunca antes outubro me pareceu ser tão florido... É que nessa luta de vencer o mês das flores, outubro sempre significou um mês de dormir. Era quando eu aprendia a esquecer e hibernar para me acolher de volta. Mas esse outubro de 2007 eu recebo com o olho mais límpido: - ESTOU FELIZ, ESTOU AMANDO e sinto o quanto sou merecedor desse caminho que agora me surge. Onde as verdades ocupam lugares no cotidiano, tal qual a minha intervenção clínica com os pacientes que reabilito diariamente. E esse meu outubro vem leve com sorriso de criança, traz uma sincronia de espera e de disposição. Coisa que jamais imaginei que fosse capaz de merecer. Porque sempre de tanto sofrer eu só me preparava para o pior na vida: perdas, enganos, maldições e outras pestes ingratas. Porém, esse setembro de 2006 foi uma preparação árdua, quando aprendi a lidar comigo mesmo para preparar a casa, para acolher os sonhos partilhados e para alçar um futuro que guarda esse momento como relíquia jamais abandonada. Obrigado a todos os que participam da minha vida! Obrigado à minha família, soberana, efetiva e exemplar... Sempre presente em minha vida! Obrigado aos colegas de profissão por sermos lutadores no silêncio. Aviso-lhes: a Terapia Ocupacional não será reconhecida nesse milênio. Somos todos devedores diante à Lei Universal do Trabalho. Não é ao acaso que recebemos pessoas afim de ajudar-lhes na reconstrução de suas vidas. Nosso ofício é karmico. Desistamos da profissão se quisermos reconhecimento. Continuemos nela se quisermos evoluir. Mas feliz dia do TO mesmo assim! Obrigado à mamãe, à Laura, à Ana e ao Francisco! Obrigado a todos. Amo vocês sempre, sempre. Leonardo Valesi Valente MOC,
30.09.2007 9/27/2007 Hão de Ser Apenas UmEsses dois haveriam de se amar Encontrariam um na vida do outro Escapatória dos dias maltratados E haveriam de juntar os atalhos Refazer os trapos com desejo de vitória Caminhariam até onde os muros dobrarem Tocariam ligeiros seus agasalhos Marcariam soberanos no calendário Os momentos feitos p’ra durar suas histórias reunidas Eles haveriam de retomar o gosto na vida Seriam os afetos trazidos no sonho até o céu Conheceriam os efeitos que guardariam de chamego, sorriso e aconchego Entenderiam o ser de um do outro e seriam únicos no mundo Caberiam na palma da mão Na esquina do olho No meio da tarde repleta de sertão só deles! Teriam na escuta da noite, acolhida de suas entranhas Acordariam de jeito afoito para dizer de amor, carícia e retorno Haveriam de planejar o esgotamento de sua velhice afim E conheceriam largamente o valor da partilha do que não teriam ou ainda seria espera, Se esquecessem de voltar para perto Mas eles foram vivendo da primavera ao verão Rumaram dali em diante O resto de fotografia, o gosto de culinária farta e o cheiro do carinho nascente Guardaram seus tesouros no silêncio do coração Cometeram a imensidão de suas vidas repletas de alegria Encantaram os arredores de sua casa com flores azuis E tingiram de verde as paredes de guardar afeto Chegaram aliados ao fim, antes souberam que não acabariam ali Era deles toda a eternidade Amores não se tardam São refeitos no desejo que não mingua Nem cala o que vão viver em tudo o que há Eles retêm seu lugar de par Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 27 de setembro de 2007 9/20/2007 Há quem saiba limpar-se dos dejetos vividos
Faxineiro Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 18 de setembro de 2007
Momentos Me acho E paro Quando passo na régua do certo Meus rascunhos guardados
O alcance é dado
Amplamente Me calo O que me houve dentro Tomou tamanho de gente Espaço seu é ilhado
Volto dali inválido Sinto o que existe, não me engano...
Instinto
Mais extenso, Escutar algo que você não diga Do que aquilo quando mente. Tudo em seu abrir e fechar dos olhos Revela-me uma sentença em si primitiva Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 18 de setembro de 2007 9/16/2007 O Mar Sabe Esconder Restos Humanos
Urbanidade na Maré de Pedras
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 16 de setembro de 2007
Mesmo que você não revoe pela minha janela Ou tenha me esquecido como a levada do mar, indo para nunca mais vir E ainda tenha dito palavras tão soltas que se deixaram carregar no vento Apesar desse malefício grotesco que me engoliu com afinco de martírio; Ainda lhe digo: - Como um banho melhora tudo! Rebanho minha vida quando causei em mim a cor de viver de novo Deixo as águas de sangue frias escorrerem o devaneio que ainda me tenho E rumo nelas a dor que afogou minha alma no dia de véspera. 9/15/2007 Movimentos tribais nossos de cada diaExistencialismo
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 15 de setembro de 2007
Essas formigas levianas Que atravessam Alturas fundas de continentes E se agarram às entranhas Dos sulcos mais doces Nos sonhos caçam Um legado de procura Ali morrem ilhadas Onde os pés que têm Não alcançam saída Após um encontro por dentro do copo Resistentes são o que somos 9/13/2007 Verdade mora nas pedrasCompadre
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 13 de setembro de 2007
Trazendo aos galopes Um sorriso sabia empunhar tudo sem destino Era Seu Pedro quem ia gracejando: - Meia pedra, meio tijolo! Mal ele sabia, derradeiro, Que sua vida já era muro bem antes do dia acordar amanhã. No seco do sertão tudo padece pedraria Aceita um cafezinho?
Quentura
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 13 de setembro de 2007
Seu Pedro quis café E me perguntou Se teria um corajudo Ou mufinfo Café quente na tarde queimando
Prosa do dia
Explicou-me que mufinfo É igual ser temeroso Querência vem ajuntando gente No sertão a vida arde tanto Que não há um sujeito sem o outro
9/5/2007 O rio que me leva não cessará de chegarDe Viagem
Para o meu Francisco... 9/3/2007 Corra, Leo, Corra!!!
Poema em Disparada
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 3 de setembro de 2007
Tácita mania sua Técnica sem manual Vai chegando num rumo-desespero Me toca pictórico Me balança ptolomaico Me faz sonhar com a prole dos dias soltos de nós Desde quando partiu Reverteu poesia em apetrecho Aqui um exemplo re.posto Disparatadamente me perco seu Injunção tenho com o que vasa Do olho-telescópio Quando pegou seu desejo E colabou no meu Aguardo canção num esconderijo pensativo Que me traga uma palavra dita Ensurdecedora E me acalme Na disparada desse poema Que corre tanto quanto à saudade Que me vai embora! Que anda pedindo ensejo Acalanto e mais Neblina encontro quando durmo no repouso seu de chegada... Na hora que sou inteiro à sua guarda De esperas e encantamento Coisa que encena o cume [dessa estratégia feita p’ra eu ser apenas seu O poema não parou de correr Revido nele a vontade de acalmar um chamego bom de nós 8/28/2007 O Ato de RetornoAinda pouco Fechei-me aos olhos de procurar-te E chegastes bem Por dentro deles E quase, numa melodia firme em teus passos diletos, Senti-me ter afago por d'entre olhos, dentes, creme e café quente É teu amor que me toca o semblante Inaugura-me de retorno à tua procura Quando chega de longe Teu aceite tenho onde fecho os olhos para te achar Sempre dentro do que te vejo Olho teu no meu, sorrindo-nos à arte de amar Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 28 de agosto de 2007 8/23/2007 Amor no olho até o fimMiksang Foi a primeira vez Que seu olho Veio e pegou no meu Quis acudir todo instante E soube até o infinito Que saberia Quando foi essa primeira vez E jamais conheceria a última Mudei-me de abrigo Coube enesimamente comedido No seu olhar Além do coração, nossa ponte de ver Olho bom toca assim Miksang é para sempre Seu olho é o bom do amor Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 23 de agosto de 2007 8/21/2007 Pensamento de Mulher
Ela pensou em ser brisa Correr por meio da gente Dançar com a calmaria dos olhares E fazer pétala de lágrimas que pegou na saída Enchia o semblante de uma carícia Que nascia de alegria, ao redor de si florescia Quando assim acolhia sua voz emudecida E pensou ainda longe Podia tocar as nuvens, até as que tinham tamanho de estrelas Enquanto a chamavam à porta Ela não descia de volta, nem se amortecia de ir embora Resolveu casar-se noutro dia, ela não se cansava da vida Seguia por dentro, Toda reformista, Pegava a dor dessa lida vazia que tinha Ao abrir sua janela, utilizava ali uma mesma cal que esculpia seu pensamento E outra vez mudava de partida Sozinha retendo-se de brisa Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 21 de agosto de 2007 8/20/2007 Seu amor me invadeOlhar de Árvore Ouvi o som do seu amor que soube chegar Com ele você trouxe cor além de sombra E fomos dois iguais a um só sentimento Renascidos do resto de gente que já fomos embora Antes de encontrarmos a simetria do desejo que escolhemos morar juntos Sua chegada ficou no brilho do olho fez voz com cor de aurora e espero-o enquanto vou plantar uma árvore de outono que nos trará conforto e sombra aqui no sertão Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 20 de agosto de 2007 8/19/2007 Poema para uma Amiga Vazia
Para Vivian
Montes Claros, 19 de agosto de 2007 Leonardo Valesi Valente
Ela mora sozinha É de um deslumbramento estranho Cala a boca ao invés de calar os murmúrios de seus dias esquecidos é que deixa de viver o suficiente sem nem mesmo ter erguido a fronteira do olho vai embora para além de um calabouço? esta casa anda muito vazia assim como é vazia sua voz sem mim quero sua companhia que me ajude a invadir todo estranhamento [de me morar tão ilhado de sua sombra exercito a voz à sua procura acalmo os passos quando escuto um “sim” [que provenha seu desejo por chegar em mim e aconteça! ando no escuro, não sei o que me procuro e com você há encontro-uno quero uma ponte que nos ilhe além do não-saber nosso de cada dia vazio vamos ter amanhã uma paz de seguir ao sonho? E se sonhar só, sonhe a ponto de me contagiar até aqui.
8/18/2007 Pedaços de vida são recompostos no poetaMosaico de Vida
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 07 de abril de 2007
Ando aprendendo a viver Coisa de quem Ajunta em torno Do eixo de existir Partições que acomodam Metáforas de si
Colo de início uma grama Que fez de si um verde-torto Da cor do mato onde caí Lá num apetrecho Que me deixei assombrado Revi um espaço de plantio Quando houve seca
Pego um rega.dor com alça de anjo Vou despejar água em flocos Quando deitarem sobre a tela Gotas que irão afogar um pranto Calo no mosaico As dores que outrora foram gritantes
Escolho entre as paisagens Todas atrozes Aquela que tiver cor de pássaro Quero somar na colagem Um gosto de liberdade Diferente dos castigos que me imprimi Repletos de sobrados do abandono
O mosaico de agora É intermédio da montagem Assim como o café que somente gosto No leite-com-gotas-de-café-fraco Para eu dispor da cor que me toma Gente que vem da terra Sou na pele uma continuidade do chão
Colei outras partes menos soltas Que criei pelos grafismos de Luz Recebi-as com lisonja Foram as que me mandaram Aprender a viver E por ora, apenas refaço mais um mosaico Tenho outros dias para rever se aprendi
Vou levar meu artefato Para longe, numa viagem sonhada De descidas por entre vales da cor azul Lá onde o céu tem relevos, Para meu mosaico concebido vingar, Que me fazem sentir o cheiro De espetáculo cinéfilo que só este céu tem! Deixo o sertão como quem fechou um oratório
No mosaico ainda faltam Destinos suprimidos Dos dias que fui embora de mim Vou adiantar-me na invenção Dos matizes que encontro meios de tecer Por entre afetos e antepassos que desenho quando sou Viro ligeiro meu mais delicioso senhorinho
E meu mosaico De vida é para caber o que não existe Meus abraços nele São toda a lida de gente Que coleta milagres nos esteios da partida E na falta recorta a fome com seu silêncio
O mosaico de vida Existe de re.leitores que desbravam Fronteiras dos seus olhos Sabem que ao fechá-los vão mudar A sina na colagem Mudam de lugar, viajam nos sorrisos
Eu apenas venho com meu mosaico Incompleto de calafrios A vida que acompanho nele Desembola um jeito que tenho Continuo com a vida para vir-a-ser Mineiro destemido Acalmo minha voz e reponho nas mãos Toda a força que tenho
Entrego aqui Meu mosaico do caminho Que agora vivo Sem ter alvo-na-seta e espero Cá comigo estendido Que ele não cesse desafio Quero novos entortos Para nele viver o que se pode ser.
8/17/2007 Coisas para dar cabo à minha resistência com a vida!Resistência Homeopática
essa cueca que anda me apertando, acabei de tirá-la configurar a nova seleção de músicas do mp3 lembrar-me de disponibilizar os links no blog e fazer uns atalhos com damien rice, james blunt, the magic numbers, belle and sebastian, maria rita, gram, los hermanos, não posso me esquecer do marcelo bonfá, nem do lighthouse family histórico de navegação apagado, ufa que alívio! configurados os sites com restrição, bom bloqueio e me controlar enfim daí esquecer dos links já perversos, tratamento de choque requentar o café da véspera modificar a foto com ausência de cor postar meu poema predileto do manoel de barros ou seria do bandeira? tem ainda a lispector ou a meireles, se fico na dúvida é entre ele e ela na hora de me escrever ver pela enésima vez o clipe de fix u, ebaa!!! imprimir as fotos para mostrar na web cam, huaaaa... esses meus risinhos de ironia, no silêncio tomar jeito de regime e mudar a senha de acesso à geladeira postar uma letra de música com a cara da donana atender o telefone mesmo sem identificação na bina? sei não... escrever meu poema pelo avesso todo dia ir à padaria e comprar meu bolo de maracujá, ah o cheiro dele! jogar fora esses cacarecos no dia de shiva que é no final da tarde reclamar da chuva molhando os pés que já tenho alagados de tristeza cantarolar "só deixo meu coração na mão de quem pode" e ainda saber de quem meu coração é, demais. não aceitar nenhum estranho no meu orkut, manter-me mais estranho que o vazio de toda virtualidade ser inacessível durante três meses no msn não atender essa bendita campainha da cemig, da telemig, do inferno que me ligue, pois cansei de ser o morador do primeiro andar! acho que preciso assistir de novo o primeiro ano de carnivàle e depois tomar coragem de escrever para a produtora, ver se eles lançam a segunda série aqui na brasilidade também, do contrário é baixar um programa de hacker e destravar meu dvd, aí que meu computador fica mesmo sem memória vou me lembrar do que convém, ficar só me deliciando ao voltar do trabalho para a casa depois ouvir l’avventura do legião também vou fazer par romântico com a vanessa da mata, vou dublar o ben cantando com ela boa sorte, que tal?! risada à parte, preciso mesmo é inovar esta resistência minha homeopática que de tão apática anda lá p’ra’s beiradas de antipática ali vou me fazer mais pragmático talvez aliviar as dores que me moldo nesse ponto que é a vida implicada com o outro parar de latejar ao me injetar essas doses diárias resilientes e nada, nada politicamente convertidas em desconexos sou livre, vou adiante no tanto que me quero e posso!
Montes Claros, 17 de agosto de 2007
8/16/2007 Uma encomenda...
Ela na Linha
Leonardo Valesi Valente Montes Claros, 16 de agosto de 2007
Para Eveline...
tem um nome tão lindo quanto a pétala o que mais gosto é seu movimento de pêndulo com força de horizonte por renovar é assim, entra rápido, corre adiante, muda a vida de lugar não se faz achar, anuncia quando quer: se lançando numa brisa e tem voz para ser uma escuta-inteira ao lado do olho que sabe achar o infinito, irradiando seus passos muitos encontros tive ao seu lado de arriscar uns não-saberes firmar parceria e inebriação sim, ela é dada às ações e faz interação de trocar vida já me revelou outro dia, nosso paradigma é o coletivo somos um do outro, essa vida que é feita para durar na filia na sofia na psico no território queria mesmo era encontrar um jeito de falar sobre ela sem erradicar tudo o que ainda não soube até aqui mas nem me atrevo, adoro quando só ela me surpreende e me tira do chão com um vôo de rapina lerê é mulher linda, tenho um desejo danado de morar no desejo dela colho em cada beijo um carinho de irmã ou de guia 8/12/2007 Há uma ponte suspensa aqui e lá...Cotidiano Aceso
Leonardo Valesi Valente
Montes Claros,
diante da ponte com o extremo nordeste ligado,
12 de agosto de 2007
sentei-me ainda a pouco
de frente à cadeira
que você soube preencher
e me enfeitar o horizonte
do olho que sabia caçar o seu
guie-me forte
no cheiro quente
que inventava depois da janta
para se sentar num tempo vivo
pedindo-me um caneco
verde de esperança
cheio ao por um doce no lábio
parei-me ali, após o banho,
com os cabelos lisos
e o perfume da barba feita
que desenhei sem seu beijo
imaginando-o sorrindo
e me deixando alisar seus pêlos
no braço e na nuca
enquanto ainda ficava comigo sentado
acesos que éramos viventes
e me contive aqui
erguendo à boca
minha combinação de doce falso
embebendo-me da lembrança sua
essa companheira de riqueza
matinal ou de madrugada
também de quando eu voltava do trabalho
procurando seu sorriso na fechadura
tenho o silêncio ao lado
na casa grande agora
sem você comigo
cotidiano preso na memória
vadiando seu cheiro e presença de sonho
faltou-me rever sua vinda
por correr junto à cama
depois da mesa
que eu lhe ensinei como esquecer
espero que amanhã
ao me sentar,
insistindo em reviver nesta casa outra,
você possa me abrir
de novo que seja
numa carta
ou ligação cobrada,
nosso afeto por vir de mudança
ter você voltando
na história que guardo
para sermos mais perto
um do outro moradores
onde o amor nos acende o dia-todo de viver
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